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LUIZ AUGUSTO BECK DA SILVA
Jurista – Escritor
Profere palestras, ministra cursos e aulas por todo o BRASIL.

ATRAÇÃO FÍSICA. QUÍMICA. ALQUIMIA.

ATRAÇÃO FÍSICA, QUÍMICA, ALQUIMIA

O (a) caro (a) leitor (a), talvez, nunca tenha (m) ouvido falar em Alquimia, designação
figurante do título que pretendemos abordar e esclarecer sem a pretensão de um
aprofundamento maior, simplesmente com o propósito de que venha a ser elucidativo e útil.
Com efeito, a expressão tem pouco trânsito inclusive nas redes sociais que pululam
em nosso meio diariamente; todavia, na medida em que haja a sua compreensão,
conscientização e alcance no terreno das relações amorosas, muito provavelmente
contribuirá para evitar desenlaces matrimoniais e de uniões estáveis que proliferam entre
nós.
Nunca jamais na história as relações foram tão pouco duradouras, efêmeras, sem
maior consistência e/ou estabilidade. Certamente episódios ligados à própria natureza como
o Covid-19, as enchentes e as secas dizimando lavouras e lares, o isolamento, a reclusão, o
convívio diuturno, sequelas na saúde, a par de outros de ordem econômico-financeira como
a perda do emprego, fechamento de comércio, encerramento de atividades, insolvências,
liquidações extrajudiciais, recuperações judiciais, falências decretadas etc. sem sombra de
dúvida contribuíram para a ruptura das sociedades conjugais e a dissolução de vínculos.
Com base em dados do IBGE através de estatísticas do Registro Civil, em 2023 houve
440.800 divórcios registrados, já no ano de 2022, 420.000.
As causas e razões, no entanto, não se esgotam por aí.
Nossa abordagem sobre a alquimia não tem o sentido de química como o era na
Idade Média, tampouco constitui-se e envolve a arte medieval que procurava descobrir o
elixir da longa vida e o modo de promover uma metamorfose de qualquer metal, inclusive o
chumbo em ouro. O escopo aqui está intimamente ligado a indicar outras formas de fazer
amor que determinam a longevidade e/ou a perpetuação das relações, na medida em que se
busca e se tem tal propósito, evitando lamentos e arrependimentos ulteriores e futuros.
Naturalmente que se o casamento ou a união são de fachada e/ou interesseiros, a
bússola aqui desfraldada não encontra lugar nem espaço, sendo desprezada e sem
relevância.
Sexo, carinho, respeito, parceria, companheirismo, identidade, sintonia, são
fundamentais em qualquer relação amorosa; não podemos perder de mira, todavia, de que
com o passar dos anos essa atração física diminui; é quando adentra com mais força o papel
da alquimia nas relações amorosas que busca a mudança dentro de um relacionamento para
uma união mais completa e madura. Em outras palavras, busca transformar as imperfeições,
situações reprimidas ou mal resolvidas e os litígios entre os casais em sintonia e superação.
Para tanto é preciso que haja a conscientização, o propósito, o escopo, o objetivo, a meta e o
desejo de modificar e aprimorar.
O masculino e o feminino se integram e perseveram na harmonização em processo
contínuo e duradouro, onde a resiliência marca presença e assume papel importante.
Há que se ter consciência como já referimos alhures da existência das dificuldades e
dos conflitos, crises, distanciamentos, incomunicabilidade, eliminando-se os padrões até
então vigentes, criando-se algo novel e amplo com uma relação alquímica, o que só se

consegue com o ingrediente do amor e da admiração mútua presentes. Cicatrizadas as
mazelas, o caminho estará aberto para que a paz e a harmonia reinem.
John Welwood, psicólogo clínico americano, psicoterapeuta e professor, em seu livro
“Alquimia do amor” aborda a intimidade como um caminho poderoso para o crescimento
pessoal e o despertar espiritual.
Já em “Alquimia do amor conjugal como um caminho para a individuação”, de Aliene
Cristina Zocdante Mamede temos outra fonte valiosa para a transformação.

LUIZ AUGUSTO BECK DA SILVA
www.luizaugustobeck-jurista.adv.br